Como toda mochileira de primeira viagem, o frio na barriga toma conta durante os últimos dias antes do embarque. As borboletas no estômago dão duplo twist mortal carpado a cada segundo. A mochila, claro, só foi arrumado aos 45 do segundo tempo, quando ainda estava em Belo Horizonte. Tudo pronto, é hora de partir rumo ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Mas vamos ao começo. Por quê Colômbia?
Era janeiro de 2012. Desde a entrada do ano, pressenti que esse seria diferente, de profundas mudanças e de fato está sendo. Queria passar minhas férias no encontro de ecoaldeias El llamado de la Montaña, mas não foi possível pois modificaram os meus dias de folga. Já quase sem esperanças de fazer algo interessante, recebi um e-mail informando sobre a realização do Fórum Social Temático na cidade de Porto Alegre. Ir a um Fórum Social sempre foi meu sonho. Dessa vez pude realizá-lo. Fiquei acampada no acampamento da juventude no Parque da Harmonia, na capital gaúcha. A temática desse ano era "Crise capitalista, justiça social e ambiental", um preparatório para a Cúpula dos Povos da Rio +20.
Dentre as diversas palestras, oficinas e bate papos do Fórum, uma me chamou a atenção: "Conflito Armado e Violação dos Direitos Humanos na Colômbia". Durante um bate papo com o pessoal da Agênda Colômbia Brasil, que organizava o painél de debate, fui informada sobre o lançamento da Marcha Patriótica como movimento político. Foi o suficiente pro coração bater mais forte. Campesinos, indígenas, estudantes e trabalhadores reunidos lutanto pela paz e por transformações sociais no país.
Parecia que o destino estava conspirando a meu favor. Quiçá fora pachamama abrindo meus caminhos. Quando cheguei na sala de imprensa do Fórum, lugar no qual tinhamos acesso à internet, logo fui procurar passagens para Bogotá. Para minha enorme surpresa, ao contrário dos outros dias da semana, a passagem para a Colômbia no dia 20 de abril estava a apenas 4.000 pontos do programa de fidelidade - os outros dias, custavam 15.000. Não acreditei. A princípio pensei que fosse um erro da companhia aérea. Mas, não.
Meu vôo no dia 20 de abril saíra ao12h40 de um dia nublado em São Paulo. Os 17k de bagagem mais pareciam uma tonelada nas minhas costas. Dentre as encomendas, três garrafas de cachaça mineira e 75 pães de queijo - como boa mineira, não poderia ficar sem.
De São Paulo à Bogotá foram seis - não tranquilas- horas de voo. Meu assento era no corredor, mas para minha sorte, o passageiro da janela não embarcou. A paisagem, nas primeiras três horas, são de vastas plantações de soja e fazendas de gado. Sinal de que ainda estavamos no Brasil. Horas mais tarde, o comissário me informa que sobrevoávamos a Bolívia. De fato a paisagem havia mudado. As horas que seguiram foram de intensas turbulências.
Às 16h40, no horário local, pousávamos no aeroporto El Dorado, em Bogotá. A primeira dificuldade veio em seguida. Ao desembarcar em território colombiano, temos que preencher um formulário da Dian - Dirección de Impuestos y Aduanas Nacionales de Colombia. Entretanto, um funcionário da imigração me questionou o endereço e exigiu que o repetisse sem olhar o formulário. Quase me desesperei pos os endereços aqui são completamente estranhos a quem não está acostumado, um monte de números que eu não entendia (falarei sobre eles em um próximo post). Claro que eu não soube o endereço de cor. Fui chamada de men-ti-ro-sa - assim, pausadamente. Ao perceber o meu aflito com a situação e ver que realmente tudo estava certo, fui liberada.
O trânsito de Bogotá é como o de qualquer cidade grande. Cheguei em um dia frio e chuvoso e isso piorou a situação das vias. Os taxistas não são tão bom condutores, cheguei a me assustar um pouco com o caos no qual se transformava a avenida.
Chegando na casa da minha amiga, que me hospedaria nos dois primeiros dias, fui muito bem recebida. É notória a cordialidade dos bogotanos. Me senti em casa e para comemorar minha chegada fomos beber. Já estava cansada com todas aquelas horas de voo, mas não pude recusar o convite. A noite foi agradabilíssima embalada por algumas garrafas de Águila, uma das cervejas locais. Em um dia, já pude ver o que me esperava pela frente: uma cidade incrível com pessoas maravilhosas!
Dentre as diversas palestras, oficinas e bate papos do Fórum, uma me chamou a atenção: "Conflito Armado e Violação dos Direitos Humanos na Colômbia". Durante um bate papo com o pessoal da Agênda Colômbia Brasil, que organizava o painél de debate, fui informada sobre o lançamento da Marcha Patriótica como movimento político. Foi o suficiente pro coração bater mais forte. Campesinos, indígenas, estudantes e trabalhadores reunidos lutanto pela paz e por transformações sociais no país.
Parecia que o destino estava conspirando a meu favor. Quiçá fora pachamama abrindo meus caminhos. Quando cheguei na sala de imprensa do Fórum, lugar no qual tinhamos acesso à internet, logo fui procurar passagens para Bogotá. Para minha enorme surpresa, ao contrário dos outros dias da semana, a passagem para a Colômbia no dia 20 de abril estava a apenas 4.000 pontos do programa de fidelidade - os outros dias, custavam 15.000. Não acreditei. A princípio pensei que fosse um erro da companhia aérea. Mas, não.
Meu vôo no dia 20 de abril saíra ao12h40 de um dia nublado em São Paulo. Os 17k de bagagem mais pareciam uma tonelada nas minhas costas. Dentre as encomendas, três garrafas de cachaça mineira e 75 pães de queijo - como boa mineira, não poderia ficar sem.
De São Paulo à Bogotá foram seis - não tranquilas- horas de voo. Meu assento era no corredor, mas para minha sorte, o passageiro da janela não embarcou. A paisagem, nas primeiras três horas, são de vastas plantações de soja e fazendas de gado. Sinal de que ainda estavamos no Brasil. Horas mais tarde, o comissário me informa que sobrevoávamos a Bolívia. De fato a paisagem havia mudado. As horas que seguiram foram de intensas turbulências.
Às 16h40, no horário local, pousávamos no aeroporto El Dorado, em Bogotá. A primeira dificuldade veio em seguida. Ao desembarcar em território colombiano, temos que preencher um formulário da Dian - Dirección de Impuestos y Aduanas Nacionales de Colombia. Entretanto, um funcionário da imigração me questionou o endereço e exigiu que o repetisse sem olhar o formulário. Quase me desesperei pos os endereços aqui são completamente estranhos a quem não está acostumado, um monte de números que eu não entendia (falarei sobre eles em um próximo post). Claro que eu não soube o endereço de cor. Fui chamada de men-ti-ro-sa - assim, pausadamente. Ao perceber o meu aflito com a situação e ver que realmente tudo estava certo, fui liberada.
Não tive nenhum problema em relação aos mais de 2640 metros de altitude da cidade. Na saída do aeroporto fica o ponto de taxi. Você informa o endereço para o qual vai e já fica sabendo o quanto vai pagar. O aeroporto fica na zona oeste a aproximadamente 12km do centro da cidade, um táxi até lá custa, em media, $20.000 pesos.Uma dica aos que embarcam para a Colômbia: esse país exige a passagem de volta. Nem sempre a pedem, como no meu caso. Embarquei somente com a passagem de ida, mas fui orientada por um funcionário da companhia aérea brasileira a fazer uma reserva de um voo de volta dentro do limite de dias do visto colombiano - 90 dias. Não é necessário passaporte, nem visto prévio.
O trânsito de Bogotá é como o de qualquer cidade grande. Cheguei em um dia frio e chuvoso e isso piorou a situação das vias. Os taxistas não são tão bom condutores, cheguei a me assustar um pouco com o caos no qual se transformava a avenida.
Chegando na casa da minha amiga, que me hospedaria nos dois primeiros dias, fui muito bem recebida. É notória a cordialidade dos bogotanos. Me senti em casa e para comemorar minha chegada fomos beber. Já estava cansada com todas aquelas horas de voo, mas não pude recusar o convite. A noite foi agradabilíssima embalada por algumas garrafas de Águila, uma das cervejas locais. Em um dia, já pude ver o que me esperava pela frente: uma cidade incrível com pessoas maravilhosas!
| Bogotá com suas montanhas ao fundo. São uma versão da Serra do Curral só que bem mais altas. Me senti em Belo Horizonte, minha cidade natal. |
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