Uma das coisas que mais chamam a atenção de quem chega a Bogotá - ou a outras cidades colombianas - é o planejamento urbano baseano no modelo espanhol. A capital colombiana divide as suas ruas em calles (C.) e carreras (Cra.). As calles cruzam a cidade de leste a oeste e as carreras de norte a sul. Parece simples, e de fato o é. A cidade ainda possui tranversais e diagonais. As transversais são similares às carreras e as diagonais às calles.
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| Um bom porno de referência é a cadeia montanhosa na qual está o Santuário de Monserrate, a 3131 metros acima do nível do mar. Quanto mais próximo da montanha, menor é o número da carrera. |
Diferentemente do Brasil, as ruas não tem nomes e são identificadas por números, isso faz com que Bogotá pareça um grande jogo de tabuleiro. Mas é exatemente essa a forma com a qual os espanhóis planejavam as cidades: baseados em um tabuleiro de xadrez. Essa organização racional do espaço é a principal difereça entre as cidades de colonização espanhol e português.
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Um exemplo de como essa organização funciona: Museo Nacional Cra 7 entre Cl 28 e 29
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Devido a essa organização, é muito simples para nós, turistas, encontrarmos os pontos turísticos da cidade. E não são poucos. Mas sobre eles, escreverei em um próximo post.
* Imagens retiradas do mapa callejero da Alcadía Mayor de Bogotá
** Quem se interessar mais sobre a morfologia urbana das colônias portuguesas e espanholas, recomento o trabalho de conclusão do curso de geografia da UDESC: "Cidades da América Latina" de Renata Rogowski Pozzo.


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