Desde meados do século passado estão surgindo novas e promissoras alternativas à lógica dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo, gás. Tais alternativas não são apenas discursos hipotéticos ou retóricos, são reais. Novas iniciativas e tecnologias invertem, gradativamente, os princípios do modelo anterior. Dessa forma, torna-se possível a criação de um mundo movido a energia limpa.
De acordo com a lei Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”. Mas como produzir essa alternativa aos combustíveis convencionais sem agredir terras destinadas à produção de alimentos?
De acordo com dados da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – o número de pessoas subnutridas no mundo é calculado em 777 milhões nos países em desenvolvimento. Claro que não podemos ser hipócritas de acreditar que a fome é causada exclusivamente pela falta de alimentos, mas sim ao meio desigual para adquiri-los.
A crescente produção de produtos básicos para a produção de biodiesel está tendo repercussão nos mercados agrícolas. Entretanto, aumentam as preocupações negativas acerca da seguridade alimentar. Segundo dados da FAO todas as pessoas têm direito a alimentos suficientes, seguros e nutritivos que possam satisfazer suas necessidades. Tal objetivo é, sobretudo, o primeiro dos oito objetivos do milênio: erradicar a extrema pobreza e a fome.
Dessa forma, é imperativo que nos esforcemos para conseguir maior moderação e eficiência no consumo de energia, bem como tomar as medidas necessárias que garantam o desenvolvimento conjunto entre as produções de alimentos e a de biocombustíveis.
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